
A Morris Commercial revelou a mais recente versão de pré-produção da Morris JE durante o EE West Show, em Cheltenham, no Reino Unido, e confirmou um cronograma importante para o retorno de um dos nomes mais tradicionais dos veículos comerciais britânicos. A marca planeja iniciar a produção piloto em 2027 e avançar para a produção em escala comercial em 2028.
O detalhe que mais chama atenção é a proposta da Morris JE: ela não quer ser apenas uma van elétrica de trabalho. Inspirada na clássica Morris J-Type, lançada em 1948, a nova JE aposta em um visual nostálgico combinado com tecnologia moderna, materiais sustentáveis e uma estratégia voltada para empresas que querem transformar o próprio veículo em uma extensão da marca.
Segundo a empresa, o modelo foi criado para atender negócios que desejam mais do que transporte. A ideia é que a van funcione como uma vitrine móvel, seja em cafés, lojas premium, eventos, festivais, hotelaria, serviços artesanais ou entregas urbanas. Por isso, a Morris Commercial trata a JE como uma ferramenta de identidade visual, experiência do cliente e diferenciação comercial.

Sob o design retrô, a Morris JE traz uma arquitetura incomum para o segmento. A empresa afirma que o veículo terá a primeira carroceria monocoque comercial feita com fibra de carbono reciclada do mundo. O conjunto também inclui chassi leve de alumínio, capacidade de carga útil de até 1.000 kg, peso bruto total de 2.500 kg e volume de carga de até 6,0 m³.
Outro ponto importante está na eletrificação. A Morris JE promete autonomia de até 300 milhas, cerca de 483 km, além de recarga de 20% a 80% em 30 minutos. A marca também menciona uma opção de carregamento ultrarrápido capaz de fazer o mesmo processo em apenas 10 minutos, dependendo da configuração e da infraestrutura disponível.
A plataforma modular também foi pensada para ir além da van tradicional. De acordo com a Morris Commercial, a base da JE poderá dar origem a versões picape, minibus e camper, ampliando o apelo do modelo para diferentes perfis de clientes.
A empresa destaca ainda que avançou em validação de engenharia, planejamento industrial, integração da cadeia de fornecedores e preparação para normas modernas de segurança, baterias, software e cibersegurança. A aquisição de capacidades da Prodrive Composites também é vista como um passo estratégico, já que dá à Morris Commercial maior controle sobre uma das tecnologias centrais do projeto: a fabricação em compósitos.

A produção piloto está prevista para acontecer em 2027 na unidade de compósitos em Milton Keynes. Já a produção comercial em escala deve ser realizada em St Athan, no País de Gales, a partir de 2028.
Mesmo antes de chegar às ruas, a Morris JE já desperta interesse. A fabricante afirma ter registrado mais de 7.000 manifestações de interesse de potenciais clientes em diferentes mercados, incluindo Reino Unido, Europa, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. A procura inicial vem principalmente de varejistas premium, empresas de hospitalidade, negócios de alimentos e bebidas artesanais, setores criativos, esportivos e serviços especializados.
Para a fundadora e CEO da Morris Commercial, Dr. Qu Li, a JE representa uma nova visão para os veículos comerciais, em que capacidade de trabalho e conexão emocional caminham juntas. Já o presidente da empresa, Professor John Miles, afirmou que o novo protótipo mostra o avanço da marca em desenvolvimento, tecnologia, parcerias e preparação industrial.
Mais do que uma van elétrica, a Morris JE tenta ocupar um espaço curioso no mercado: o de veículo comercial com alma de clássico, apelo de design e função de marketing sobre rodas. Se cumprir o cronograma anunciado, o modelo poderá se tornar um dos lançamentos mais diferentes do segmento de vans elétricas nos próximos anos.
Fonte e imagens: Morris Commercial. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
